Pegada Ecológica!
sábado, 24 de janeiro de 2009
Todo mundo conhece a WWF não é mesmo?
Por que não então, conhecer o mais novo jeito que eles criaram para concientizar todos nós a economizar e ajudar o mundo.
O projeto se chama Pegada Ecológica. O site se trata de um quiz sobre seus hábitos normais e ele te mostra o quanto prejudicial é para o planeta. Confesso que eu não fui uma das melhores, e que mereço um puxão de orelha por isso. Mas dê uma passada lá, não custa nada parar pra pensar e tentar reveter isso. Eu mesma vou me reeducar, e você, não?
... O que seria de nós, sem a WWF? :)
Imagem chocante do dia
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008É uma campanha do WWF que diz "Consumir a Terra é consumir nosso futuro".
Eu gosto dessas campanhas impactantes e que nos fazem pensar e o WWF mandou muito bem nessa.. E vocês, o que acham? Gostaram da campanha ou acharam que ela foi forte demais?
Beijos
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Santa Catarina : Tragédia pode ter sido causada por aquecimento global.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Será que o homem pode ter ajudado a agravar a tragédia em Santa Catarina? É bem possível que sim, embora os cientistas não tenham ainda dados concretos de que esta ou aquela catástrofe foram provocadas pelo aquecimento global.
No entanto, muitos pesquisadores acreditam que a chuva intensa que atingiu o sul do Brasil é provavelmente uma das manifestações de efeitos do aquecimento global.
Será que essas tragédias servirão ao menos para que mudemos nosso modo de lidar com o meio ambiente? Espero que sim.
http://www.meioambienteurgente.blogger.com.br/
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Meta de desmatamento 'fortalece' Brasil em reunião da ONU
O anúncio inédito de metas para desmatamento no Brasil - feito pelo governo no último dia 1º - reforçou a posição do país nas negociações sobre o clima em Poznan, na Polônia, segundo especialistas que participam da 14ª reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP 14).
"Existe um certo ceticismo sobre algumas coisas. Os detalhes de como essas metas ambiciosas vão ser atingidas, ou seja, planos específicos para cada setor", afirmou Doug Boucher, da Union of Concerned Scientists (União dos Cientistas Preocupados).
O diretor da Iniciativa para Clima e Florestas Tropicais, uma ONG americana que defende soluções científicas para questões globais, disse ainda que uma "liderança compartilhada" parece estar se desenhando em Poznan.
Por um lado, o enfraquecimento da posição da União Européia (UE), por divisões internas sobre metas de emissão de gás carbônico, e o desinteresse demonstrado pelos Estados Unidos, teriam deixado um vácuo.
Força em desenvolvimento
Por outro, Boucher diz que os países em desenvolvimento tomaram a dianteira com iniciativas recentes de fixar metas como a África do Sul - muito dependente de usinas de carvão para gerar energia - e a Coréia do Sul.
Com o anúncio brasileiro, a tendência ganha ainda mais força, segundo Boucher. "Isso representa o quarto maior emissor do planeta (dois terços das emissões brasileiras são produzidas por desmatamento) assumindo o compromisso de uma redução substantiva nos próximos dez anos."
O plano também foi elogiado com ressalvas pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).
"(A iniciativa) é bem-vinda. O Brasil, nos últimos anos, vem demonstrando uma determinação real em combater as causas do desmatamento", afirmou Stewart Maginnis, diretor do Programa de Conservação de Florestas da IUCN.
Acordo mais próximo
O especialista, ex-diretor de florestas do WWF, disse ainda que o anúncio pode facilitar um acordo para redução de emissões após 2012.
"Ao assumir uma meta antes do acordo final, que deve acontecer no ano que vem em Copenhague, o Brasil dá um sinal animador de que metas de desmatamento como parte de uma solução global para o clima são possíveis não apenas teoricamente, mas na prática", afirmou Maginnis.
No entanto, Maginnis ressalva que seria "ingênuo supor que não existirão decepções no caminho, como já aconteceu neste ano".
Nesta semana, desembarcam em Poznan ministros do meio ambiente de quase 200 países, além da aguardada equipe de congressistas que vai relatar o progresso das negociações ao futuro presidente americano, Barack Obama.
Vídeo : A propaganda mais genial do Greenpeace
sábado, 6 de dezembro de 2008Simplesmente genial, é impactante e alerta na medida certa.
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Reciclagem do óleo de cozinha produz até biodiesel
Por falta de informação, grande parte da população ainda descarta na pia, no lixo comum ou mesmo no ralo o óleo utilizado na cozinha. O produto pode contaminar a água e o solo. Atenta a isso, a Sabesp tem apoiado, intensivamente, projetos de reciclagem de óleo de cozinha em Osasco, Santos, Lorena; e é parceira de um projeto pioneiro de reaproveitamento do óleo proveniente de frituras, o Prol, montado pela ONG Trevo e pela Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Samorcc), que já atinge mais de mil condomínios, além de bares e restaurantes.
ONG fornece uma bombona de 50 litros, geralmente colocada nas garagens, para que os moradores a encham com o óleo utilizado. A Sabesp também oferece orientações sobre a iniciativa, além de recomendar a instalação de caixas retentoras de gordura nas residências e em estabelecimentos comerciais como restaurantes, padarias, entre outros. O conteúdo dessas caixas é recolhido por empresas credenciadas, que se encarregam de despejá-lo nas ETEs adequadas para tal recebimento.
Um litro de óleo pode poluir mais de 20 mil litros de água. Independentemente do volume de água afetado, o produto reduz o oxigênio nos corpos d'água (rios e lagos), prejudicando a vida aquática. O processo desencadeado tende a formar uma camada impermeável que dificulta a oxigenação da água. Porém, o risco maior está nos resíduos que aderem como cola à rede coletora, provocando entupimento e refluxo de esgoto.
O descarte indevido nos lixões ou na rede de esgoto contamina o solo, a água e provoca a ocorrência de enchentes. Despejado no ralo ou misturado ao lixo orgânico, o produto vai custar caro ao meio ambiente. Dessa forma, é fundamental que a população seja informada sobre a maneira adequada de descarte do produto, sem prejuízos ao ambiente.
Uma das alternativas para o óleo vegetal é utilizá-lo como matéria-prima em indústrias de fabricantes de produtos como o biodiesel, sabão, detergente, ração animal, graxas e cosméticos. O biodiesel, por exemplo, é produzido pela reação de um álcool de cadeia curta (etanol ou metanol) e óleo vegetal. De acordo com o governo federal, além de inibir a dependência ao petróleo, o combustível pode tornar-se uma importante fonte de divisas para o Brasil, somando-se ao álcool, como fonte de energia renovável que o país pode e deve oferecer à população mundial.
No estado de São Paulo, o óleo que não fica retido no encanamento é tratado nas mais de 300 estações de tratamento de esgoto (ETE) da Sabesp. Segundo a companhia, além do lixo jogado indevidamente nos vasos sanitários, o acúmulo do óleo é um dos principais causadores das obstruções nas redes e ramais domiciliares.
Apesar de já existirem iniciativas para fabricação de sabão caseiro, a Sabesp alerta para o fato de que a atividade envolve riscos, por conta do uso de soda cáustica no processo, podendo ocasionar acidentes. Recentemente, a empresa criou uma marca de identidade para o Prol, utilizando como garoto propaganda o Gotucho, um dos personagens do Clubinho Sabesp (www.clubinhosabesp.com.br), um site criado pela Sabesp especificamente para conscientizar o público infantil.
'Detetives' do carbono rastreiam gases do efeito estufa nos EUA

Enquanto se espremia em um elevador do tamanho de uma cabine telefônica para subir uma torre de 300 metros nas planícies do leste do Colorado, Arlyn Andrews disse, com um sorriso: “Isso me faz querer escalar rochas”.
É bom que ela goste de escalar altas estruturas. Andrews, uma cientista da atmosfera da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, em Inglês) em Boulder, Colorado (EUA), escala a torre periodicamente para assegurar que os finos tubos que ligam a torre a analisadores próximos estejam coletando corretamente amostras de dióxido de carbono, metano e um coquetel de outros gases do efeito estufa.
O elevador rangeu e parou cerca de cinco minutos mais tarde em um posto a 250 metros, onde a delgada sombra da torre avançava sobre um campo de girassóis vizinho nos primeiros raios da manhã. “Somos capazes de detectar toda a mistura de emissões aqui – o que vem do tráfego de automóveis, da indústria, do desenvolvimento residencial e da agricultura”, disse Andrews.
Ela é uma entre muitos 'detetives' do carbono: cientistas que acompanham e analisam de onde vêm os gases do efeito estufa e para onde eles vão com o tempo. Compare isso com suas finanças pessoais. Para planejar um futuro financeiro sadio, é preciso criar um orçamento e acompanhar como o dinheiro está sendo gasto. Da mesma forma, cientistas da atmosfera precisam desenvolver um “orçamento” para gases do efeito estufa.
No entanto, a atmosfera não entrega relatórios mensais sobre a dinâmica dos gases do efeito estufa, então os cientistas precisam retirar a informação de fontes diversas e muitas vezes contraditórias. A tarefa-chave é mensurar as fontes, ou emissões, desses gases que aquecem o planeta, e os “estoques” – florestas, plantações e oceanos que absorvem o elemento. Esse orçamento pode então respaldar uma política inteligente de controle climático, seja gerenciando uma floresta ou desenvolvendo regulamentos nacionais para as emissões.
Meia década de estudo
A jornada para acompanhar o carbono teve início há 50 anos, quando um cientista da atmosfera, David Keeling, através de um analisador, criou o primeiro observatório de medição de dióxido de carbono do mundo, em Mauna Loa, Havaí. Agora, graças a uma crescente combinação de técnicas de medição atmosférica e terrestre, cientistas podem quantificar mais precisamente as fontes e estoques de CO2. Eles também compreendem melhor como os gases que retêm o calor variam de acordo com tempo e espaço, não só globalmente, mas também em escala continental e regional.
Ao aplicar os diversos métodos e compará-los entre si e com modelos de computador, os cientistas também estão distinguindo com mais exatidão certos gases do efeito estufa de causa humana daqueles que derivam de flutuações naturais em ecossistemas terrestres e oceânicos.
As apostas são muito mais altas hoje do que há 50 anos. Globalmente, os estoques de carbono estão sendo ultrapassados pelo aumento de emissões. Instrumentos atmosféricos como a rede de oito torres financiada pela NOAA oferecem aos cientistas do clima uma janela para os processos que controlam as emissões e estoques de gases estufa.
No entanto, a incerteza permanece alta – às vezes tão alta quanto as próprias estimativas. Por exemplo, pesquisadores acreditam que cerca de metade do CO2 emitido na atmosfera é absorvido pelos oceanos e pela terra, mas eles não sabem precisamente de onde vêm os gases e onde eles vão parar. Essa lacuna de conhecimento tem sérias implicações nas políticas públicas; até que fique claro para onde estão indo as emissões, continuará sendo difícil ter créditos verificáveis para seqüestro de carbono.
“Precisamos ter certeza de que os mercados de carbono estejam afetando a mudança do clima, e não apenas colocando dinheiro nas mãos de algumas empresas e pessoas,” disse Lisa Dilling, professora-assistente de ciência ambiental da Universidade do Colorado, Boulder.
Contas que não batem
Um incômodo desafio é que as avaliações de inventário da superfície – baseadas em medições de florestas, campos de agricultura e emissões de chaminés, por exemplo – geralmente não batem com medições atmosféricas.
“Precisamos fechar o orçamento do carbono para saber precisamente o que está indo para onde”, disse Kevin Gurney, professor-assistente de ciências terrestres e atmosféricas da Universidade Purdue, em Indiana.
Com esse objetivo, no último mês de abril, Gurney iniciou o Projeto Vulcan. Com o nome do deus do fogo romano, Vulcan é um banco de dados massivo e um mapagráfico que mostra mudanças de hora em hora em emissões de CO2 derivado da queima de combustíveis fósseis em todos os locais e de todas as fontes, incluindo veículos, usinas e fábricas.
Outra ferramenta que mapeia o orçamento de carbono para cientistas da atmosfera é chamada de CarbonTracker, um sistema de análise de dados iniciado no ano passado por Pieter Tans, um experiente cientista do Laboratório de Pesquisa de Sistemas da Terra e seus colegas da NOAA. O sistema online mostra como o CO2 flui pelos continentes e como isso varia a cada ano.
Tans começou a rede de altas torres em 1992. Ele espera expandi-la das oito estruturas atuais para 30. Os instrumentos mais avançados foram introduzidos no ano passado na Califórnia – um em São Francisco e o outro em San Joaquin Valley, perto de Sacramento.
Neste verão, um estudo continuado em uma torre de medição localizada em campos de milho e soja em West Branch, estado de Iowa, revelou que as plantações sugavam uma quantidade surpreendentemente alta de CO2 da atmosfera durante a estação de cultivo no verão – chegando a 55 partes por milhão, de um nível equivalente de CO2 de 380 partes por milhão.
Todo agricultor sabe que o milho cresce rápido e absorve grandes quantidades de carbono no processo, e mais tarde respira CO2 quando é colhido ou deixado para se decompor. Mas esta foi a primeira vez que os cientistas detectaram uma redução tão grande no inventário de CO2 sobre uma região específica durante a estação de cultivo. O estudo também mostrou uma grande queda na concentração de CO2 desde o verão anterior, provavelmente porque enchentes atrasaram a estação de cultivo deste ano, disse Andrews.
A rede de torres de medição melhorou drasticamente as amostras de ar coletadas por pequenos aviões. E as torres cobrem uma área mais ampla do que instrumentos menores e baseados em terra, como as supostas torres de fluxo, que medem quantas toneladas de CO2 fluem para dentro e para fora de um lote específico de terra, de aproximadamente um quilômetro quadrado.
Do alto
Em janeiro, uma nova fase para os instrumentos atmosféricos de medição de CO2 terá início quando a Nasa lançar o primeiro satélite de rastreamento de carbono, chamado de Observatório de Carbono em Órbita.
Diariamente, o aparelho orbitará a Terra 15 vezes, tomando quase 500 mil medições da “impressão digital” que o CO2 deixa no ar entre o satélite e a superfície terrestre. Os dados serão usados para a criação de um mapa de concentrações de CO2 que ajudará cientistas a determinar precisamente onde estão as fontes e os estoques – mostrando diferenças em gases de menor representatividade com precisão de até uma parte por milhão contra um fundo equivalente de CO2 de 380 partes por milhão.
No final do processo, muitos cientistas esperam que suas descobertas respaldem políticas públicas em relação ao clima, como limites obrigatórios sobre emissões impostos pelo congresso.
“É uma prioridade nacional compreender o orçamento de carbono, de forma que as pessoas possam fazer políticas inteligentes e eficazes”, disse Gurney de Purdue, acrescentando que muitos cientistas se sentem pressionados em expandir as fronteiras do conhecimento deste campo em seus esforços para diminuir o aquecimento global. “É isso o que nos motiva a acordar para trabalhar de manhã.”
As empresas tecnológicas mais verdes
terça-feira, 2 de dezembro de 2008O Greenpeace divulgou a lista das empresas de eletrônicos mais verdes, ou seja, aquelas que fabricam seus produtos agredindo o menos possível o meio ambiente.
E quem levou o prêmio de mais verde, foi a Nokia e quem ficou na última posição foi a Nintendo.
Veja aqui no gráfico abaixo, a posição das outras empresas:
Vi na Info.
Abraços!
Aquecimento global ‘expulsará’ 483 mil do Nordeste até 2050
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
A notícia não é boa para a região Nordeste do país nesses tempos de mudança climática. Segundo um novo estudo, até meio milhão de pessoas deixarão os estados nordestinos daqui até 2050. A migração deverá ser conseqüência de agricultura e pecuária cada vez menos viáveis, com o aumento das temperaturas. O que deverá afetar a economia e a saúde, primeiramente, da própria população local. E, em seguida, de todo o país.
Os pesquisadores analisaram o impacto do aquecimento global no Nordeste tomando por base os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês). Os relatórios desse órgão da ONU costumam apresentar diversas projeções, com base em diferentes níveis de reação dos países ao aquecimento global. Da mesma maneira trabalhou o estudo brasileiro, que trabalhou com dois cenários. No mais pessimista deles, cerca de 483 mil pessoas deixariam o Nordeste rumo a outras regiões do país até 2050. De acordo com essa projeção do pior cenário, a temperatura média para a região do Nordeste deverá subir quatro graus Celsius até 2070.
O estudo “Migrações e Saúde, Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050”, financiado pelo Global Opportunities Fund (GOF), por meio da Embaixada Britânica no Brasil, mapeou essas conseqüências sociais e econômicas das mudanças climáticas sobre a região.
Foram quase dois anos para analisar as questões econômica, de migração e saúde pública. A conclusão é que as áreas mais dependentes da agricultura e da agropecuária serão as mais afetadas. Conseqüentemente, as populações atingidas serão os grupos social e economicamente vulneráveis. Como, por exemplo, pequenos produtores agrícolas que não dispõem de bens de produção ou mecanismos de adaptação.
Industrialização
Quanto mais industrializado o estado, menos seus habitantes sofrerão com a mudança climática -- como é o caso da Bahia. Por outro lado os estados mais dependentes da agricultura, como o Maranhão, o Piauí e Alagoas, serão mais afetados.
“A desigualdade social poderá até piorar”, diz Edson Domingues, um dos pesquisadores e professor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Nós não tínhamos idéia de como a mudança climática afetaria o local, pois não temos exemplos passados”, diz
Nesse momento, uma série de problemas serão recorrentes. “Haverá um impacto econômico muito forte no setor da agricultura, que levará a redução de renda, emprego e do PIB do local”, diz Alisson Barbieri, um dos coordenadores do projeto e professor de demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso levará a uma queda acentuada do consumo das famílias, em comparação com as demais regiões do Brasil.
No primeiro instante, as pessoas sairão das zonas rurais em direção às capitais nordestinas. Depois, seguirão rumo à Amazônia -- quem vive perto dela -- e ao Sudeste e Sul. Ao chegar sem qualificação nas cidades, é possível que tenham dificuldade em conseguir empregos.
Em seguida, o Sistema Único de Saúde será sobrecarregado. Somado às condições sociais e financeiras, em 2050 um terço da população brasileira terá mais de 60 anos. O que demanda mais cuidados com a saúde.
O passado e o futuro
Será que existe uma semelhança entre migrações do Nordeste que aconteceram para a região Sudeste no passado? “Pode haver semelhanças, mas o movimento histórico ocorreu devido à estagnação do Nordeste e o crescimento acelerado do Sudeste; agora o problema está relacionado à mudança climática”, conta Domingues.
Apesar de o estudo ter focado na região Nordeste, o impacto será sentido em todo o país. “Por exemplo, será inviável plantar café no sul de Minas Gerais. Mas o Rio Grande do Sul poderá se beneficiar dessa nova colheita”, explica Domingues. Além disso, o Sudeste e o Sul possuem suas economias também estabelecidas na indústria, o que diminui o problema direto decorrente das alterações climáticas.
O problema relatado pelos estudiosos parece uma “bola de neve” que devastará o Brasil inteiro. Mas existem soluções. “Para mudar essa futura situação, é necessário investir agora em algumas adaptações”, conta Barbieri. “Isso implica novas tecnologias, cultivos mais resistentes ao calor e captação de recursos hídricos para o Nordeste”, diz. Inclusive, em preparar as áreas urbanas para absorver e minimizar problemas com a saúde.
“Com esse estudo esperamos que sejam criadas políticas públicas para atenuar o problema”, afirma Domingues. Afinal, a outra solução demanda esforço global e não apenas brasileiro: diminuir a emissão mundial dos gases de efeito estufa.
Para realizar o estudo, pesquisadores construíram um modelo demográfico que engloba fecundidade, mortalidade e migração da população em todo o Brasil. Incorporaram os efeitos das variáveis econômicas dentro dos cenários de mudanças climáticas. Por fim, quantificaram a vulnerabilidade nordestina na área da saúde e o impacto no Sistema Único de Saúde (SUS).
Desigualdades internas
O impacto econômico das mudanças climáticas no Nordeste será de 11,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2050. Essa perda equivale a, aproximadamente, dois anos de crescimento da economia da região. As áreas com mais problemas para a plantação estarão nos estados do Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Os que mais sofrerão devido à diminuição no PIB serão Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará. O menos atingido será Sergipe, pois possui terras mais férteis. Apenas 93 municípios nordestinos apresentarão consumo familiar maior do que a média nacional.
Existem dois processos distintos de fluxos migratórios previstos para ocorrer até 2050. Entre 2025 e 2030, os nordestinos deverão recorrer às próprias capitais. Isso porque o cenário prevê um impacto das mudanças climáticas relativamente maior nas regiões Sul e Sudeste nesse intervalo de tempo. A partir de 2035, quase meio milhão de habitantes deixarão a região, principalmente, rumo às capitais metropolitanas nordestinas. O processo de migração deve ser maior a partir das regiões metropolitanas do Recife, de João Pessoa e de Teresina. As cidades de Salvador e São Luís provavelmente perderão população para a Amazônia.
Os municípios com perdas populacionais significativas causadas pela migração até 2030 estão localizados no estados da Bahia, do Maranhão e de Pernambuco. Ganhos populacionais deverão ocorrer no Nordeste central -- Piauí, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte -- e no noroeste da Bahia. A partir de 2035, a predominância será a da emigração municipal em todo o Nordeste. Haverá um processo de perda de população em quase todo o Semi-Árido e Nordeste Setentrional. As exceções se localizarão no Sergipe, no norte e no sul do Ceará, no norte e sudeste do Rio Grande do Norte e em municípios do centro e do norte do Maranhão.
Apesar do pequeno crescimento populacional previsto para o nordeste e a baixa expectativa de vida -- devido às altas taxas de mortalidade infantil --, a pouca cobertura de saneamento básico registrada no Nordeste indica o potencial problema de saúde que pode ser agravado pelos impactos das mudanças climáticas. As estimativas levam em conta o grau de vulnerabilidade para doença de Chagas, dengue, leishmaniose tegumentar e visceral, leptospirose e esquistossomose, além de dois indicadores da qualidade da saúde infantil -- mortalidade por diarréia e desnutrição. Ceará e Pernambuco serão os estados com maior vulnerabilidade.
Começa em Poznan contagem regressiva para salvar o planeta
Apesar da crise econômica, a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, em Poznan (de 1º a 12 de dezembro), dará início à contagem regressiva para um novo acordo de luta contra o aquecimento global que deve ser concluído até o final de 2009, em Copenhague.
Mesmo com a ausência da nova equipe de Barack Obama, presidente eleito dos EUA que já se mostrou mais disposto a negociar o tema do que o atual governo Bush, Poznan deve ativar a negociação do futuro acordo, no momento em que as emissões mundiais de gases estufa nunca foram tão altas.
As dos países em desenvolvimento já totalizam mais da metade das emissões mundiais, e a China se tornou o primeiro poluente mundial.
No ano passado, em Bali, os Estados-membros da Conferência das Partes (COP) da Convenção-Quadro de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (UNFCCC, sigla em inglês) prometeram amarrar o novo acordo até dezembro de 2009 - tempo necessário para uma eventual ratificação -, ainda que a data pareça, na realidade, difícil de cumprir.
Desde a entrada em vigor de Kyoto em 2005, a negociação climática acontece em dois níveis: a UNFCCC (192 países) e o Protocolo de Kyoto. Até agora, apenas os 37 países industrializados signatários de Kyoto estão sujeitos a metas de redução de suas emissões poluentes até 2012, o que levou os EUA a rejeitarem o tratado.
O novo acordo deverá, então, decidir sobre uma sobrevida de Kyoto, modificado e ampliado aos países emergentes, ou sobre a adoção de um "Protocolo de Copenhague", que englobe todo o mundo e permita, sobretudo aos EUA, sair do zero.
Entre os grandes encontros em Poznan, que contará, assim como em 2007, com a presença do secretário-geral da ONU, Ban-Ki-Moon, e do Prêmio Nobel da Paz e ex-vice-presidente americano Al Gore, uma mesa-redonda dos ministros do Meio Ambiente, nos dias 11 e 12 de dezembro, permitirá uma troca de opiniões sobre uma "visão compartilhada" de longo prazo da luta contra a mudança climática.
Essa visão, que tem como perspectiva o ano de 2050, deverá refletir as ambições de cada um na redução de suas emissões poluentes e na preservação do clima.
Segundo os cientistas, as emissões dos países industrializados deveriam parar de crescer a partir de 2015 e, então, cair drasticamente até 2050, mas os grandes países emergentes, como China e Índia, também estão sendo convocados para controlar a inflação de sua poluição.
"Os países em desenvolvimento vão, sem dúvida, insistir em que estamos prontos para relaxar", observou o representante de um país industrializado. "Mas nós vamos mostrar que eles poluem agora tanto quanto nós".
Em Poznan, o secretário-executivo da UNFCCC, Yvo de Boer, não espera o anúncio em números da redução de um ou outro país, mas deseja "uma abertura".
"Espero que a mesa-redonda nos dê uma linha de ação política mais clara", declarou à AFP.
"É claro para todos que isso não pode continuar assim", comentou um diplomata ocidental. "Até aqui, multiplicamos as opções sobre a mesa. A próxima etapa será limitá-las, caso contrário, chegaremos com 1.000 páginas a Copenhague e não teremos um acordo".
Ativistas do Greenpeace escalam prédio do Banco da Inglaterra
terça-feira, 25 de novembro de 2008
O objetivo é uma "nova revolução industrial que defenda o meio ambiente".
Hoje há a apresentação dos orçamentos preliminares do Reino Unido.
Quatro ativistas do grupo ambientalista Greenpeace conseguiram escalar nesta segunda-feira (24) o prédio do Banco da Inglaterra -- autoridade monetária britânica --, no centro financeiro de Londres para pedir que o Governo do Reino Unido invista na indústria "verde".
Por ocasião da apresentação hoje dos orçamentos preliminares do estado, os quatro integrantes da organização usaram escadas para pendurar no edifício um cartaz que dizia "Verde é bom".
Segundo o Greenpeace, a medida faz parte dos pedidos ao Governo britânico para reativar a economia do país por meio de uma "nova revolução industrial que defenda o meio ambiente".
"O Governo, junto com o setor privado, deve investir em um futuro mais limpo e seguro para o Reino Unido e o momento de fazer isso é agora", diz John Sauven, diretor-executivo do Greenpeace.
"Estimular a economia com um investimento 'verde', que seria mais inteligente, limpo e de maior valor, é apoiada por Barack Obama, pela Confederação da Indústria Britânica, pela ONU, pelo Deutsche Bank e outras grandes corporações", especificou Sauven.
"Isso ajudará o Governo a evitar a recessão e a deixar finalmente para trás o sistema energético sujo e caro do século XX", acrescentou.
O ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, explicará no Parlamento os orçamentos do Estado, o que é amplamente esperado pelas medidas que o Executivo poderá tomar para enfrentar a crise financeira.
Garrafas deixadas por turistas são reutilizadas na estrutura de templo Tailandês
sábado, 22 de novembro de 2008
Um templo todo construído com garrafas de vidro é a principal atração para turistas ecologicamente conscientes que visitam a Tailândia. Chamado Wat Pa Maha Chedio Kaew, sua construção data de 1984, mas continua até hoje, já que a cada dia mais turistas e, conseqüentemente, mais garrafas surgem na província Si Sa Ket, onde ele está localizado.
Já são mais de 1.5 milhões de garrafas reutilizadas não apenas na decoração dos aposentos do templo, mas também em sua própria estrutura. Certamente, os monges que estão nesse local podem ficar com a consciência mais limpa e o espírito mais leve para realizarem suas meditações.
A piscina do HSBC
sexta-feira, 21 de novembro de 2008Estava passeando no excelente Brainstrom#9, quando vi um anúncio do HSBC, no qual eles criaram um mundo submerso em uma piscina, chamando atenção para o aquecimento global.
Vejam só que imagens impressionantes

A ação chama para o site Global Warming Solutions, que faz parte do posicionamento "ecologicamente responsável" do banco.
Se todos começassem a pensar assim e a abrir os olhos das outras pessoas para os problemas ambientais que estamos vivendo, o mundo, poderia, sem sombra de dúvidas, ser um lugar melhor para todos vivermos.
Grande sacada, HSBC!
Beijos
Como e Quanto a Terra Respira
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
O Breathing Earth é um simulador que mostra em tempo real as emissões de CO2 de todos os países do mundo, assim como as taxas de nascimento e morte de suas populações. Os números são impressionantes e a velocidade com que vão aumentando também chocam. O objetivo principal é conscientizar a alarmante situação do planeta terra, especialmente quanto ao aquecimento global, promovido pelo excesso de CO2 na camada atmosférica.
Wal-Mart e sua $ustentabilidade
A rede de supermercados Wal-Mart iniciou há dois meses nos EUA uma transformação em algumas de suas lojas. A proposta é instalar painéis solares nos telhados destas enormes construções para que a loja em questão seja abastecida com alguma energia sustentável.
A energia fornecida pelo sol promete fornecer entre 10% e 40% do total gasto e varia de lugar para lugar. É uma boa alternativa e respeitável, todavia, para não fugir à regra e à conduta típica destes grandes estabelecimentos, a correria para terminar as instalações até o dia 31 de dezembro se refere exclusivamente às vantagens que terão em taxas caso o projeto seja concluído. O útil ao agradável; para o Wal-Mart, é claro.
Fonte : Pensando Verde
Joguinho para conscientizar
sábado, 15 de novembro de 2008
Um joguinho que diverte, e ao mesmo tempo, conscientiza : Energuy.
O jogo consiste em levar pela mão o rapaz e ir clicando nos objetos pela casa que consomem muita energia ou que poluem. São 20 Objetos para você descobrir, e na primeira vez que eu joguei, só achei 14. O legal é que a gente fica sabendo o que podemos fazer dentro de casa para salvar o planeta. É só clicar na imagem, e jogar !
Dica do Asttro.
Não jogue pontas de cigarro na rua !
terça-feira, 11 de novembro de 2008
As recomendações são quase sempre as mesmas; não jogar plástico, latas, vidro ou papel no chão.
Sem problemas; é justo que se peça e “implore” para não jogarmos esse tipo de lixo nas ruas e vias públicas. Como explicar, então, a falta de recomendação quando o assunto se refere às bitucas de cigarro?
É raro ver alguma mobilização que alerte para o fato de que o filtro restante de cada cigarro fumado vai geralmente para o chão e polui tanto quanto uma lata de refrigerante. Discute-se muito sobre fumar ou não fumar; ambientalistas crucificam os adeptos da nicotina enquanto poderiam tentar conscientizá-los do mal que as pontas atiradas a qualquer canto fazem ao meio ambiente.
Adotadas por alguns e desconhecidas para outros, as caixinhas que guardam - ou guardavam - filmes fotográficos podem ser usadas como um porta-bitucas no caso de não haver um lixo por perto. No caso de você já ter jogado todas as primitivas caixinhas fora, qualquer loja de revelação fotográfica pode fornecer uma ou duas destas para que seus cigarros sejam "guardados" até a hora de ir definitivamente para o lixo.
Fonte : Pensando Verde
Aumento do nível do mar leva Maldivas a procurar território
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A área do arquipélago encolhe a cada ano.
Presidente quer investir para o povo não se tornar refugiado ambiental.
Presidente eleito da República das Maldivas, Mohamed Nasheed, anunciou planos para comprar um novo território para o seu povo.Ele está tão preocupado com o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global que acredita que os habitantes das ilhas que formam o país podem acabar tendo que se estabelecer em outros países.
Com suas praias de areias brancas, palmeiras e mais de mil ilhas e atóis de coral banhados pelas águas do Oceano Índico, as Maldivas, um ex-protetorado britânico, parecem um paraíso.
Mas seu território está encolhendo a cada ano. No último século, o nível do mar em partes do arquipélago subiu quase 20 centímetros.
As Maldivas são a nação com a costa mais próxima ao nível do mar no mundo - seu relevo mais alto fica dois metros acima do nível do mar.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que o nível do mar pode subir globalmente até quase 60 centímetros este século.
Nasheed teme que até uma elevação pequena possa levar à inundação de algumas ilhas. "Nós não podemos fazer nada para impedir as mudanças climáticas sozinhos, então temos que comprar terra em outro lugar. É uma apólice de seguros para o pior quadro possível", afirmou.
O turismo traz milhões de dólares para o país anualmente. O plano do presidente eleito é criar o que ele qualifica como um "fundo soberano" -- aplicação de parte das reservas internacionais em investimentos de maior risco e retorno -- gerado pela "importação de turistas" da forma como os países árabes fizeram com a exportação de petróleo. "O Kuwait investiu em empresas, nós vamos investir em terras", afirmou.
Nasheed procura um lugar próximo com cultura, culinária e clima semelhantes -- possivelmente na Índia ou Sri Lanka. Mas a Austrália também está sendo levada em conta por causa das dimensões de territórios não ocupados. Ele teme que, se não tomar medidas prevendo o futuro, os descendentes dos 300 mil habitantes das ilhas Maldivas podem se tornar refugiados ambientais.
"Nós não queremos deixar as Maldivas, mas não queremos ser refugiados vivendo em tendas por décadas", concluiu Nasheed.
Imagens : Animais em extinção
Arara Azul
Coletânea de Imagens de animais que estão em extinção no Brasil e no mundo !
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Onça Pintada
Tartaruga Amazônica
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Mainá do Bali
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Baleia Glaciar
Pinguins da Antártida
Gorilla Africano
Tigre de Amur
Como seria viver com apenas 20 litros de água por dia ?
domingo, 9 de novembro de 2008
Quantos litros de água você acha que gasta por dia ?
É bom lembrar que, além daquele copo ou outro para matar a sede, usamos água para nos alimentar, tomar banho (quase sempre demorado), usar o banheiro e muitas outras atividades que acontecem durante o longo do dia.
Estima-se que o brasileiro gaste em média 200 litros/dia de água, quase o dobro do que a ONU diz ser realmente necessário. Sendo assim, o que seria da nossa rotina caso este consumo fosse reduzido em 10 vezes? Caso haja uma escassez verdadeira nos próximos anos, como seria possível suprir todas as nossas necessidades com 20 litros de água por dia? Ao que teríamos que nos submeter?
Não custa refletir por alguns minutos sobre esta hipótese...alimentação, higiene, saúde, luxos.......
Fechemos as torneiras, esqueçamos aquela lavagem minuciosa das calçadas e consertemos todos os vazamentos aos quais não damos importância. Viver com pouca água pode dar mais trabalho do que conseguimos sequer imaginar.
